Operação Gota de Água. Diretora de laboratório em prisão domiciliária com pulseira eletrónica

No Tribunal de Instrução Criminal do Porto foi lido esta tarde o despacho das medidas de coação da Operação Gota de Água, que investiga a falsificação de análises de água destinada ao consumo humano.

RTP /
Além da obrigação de permanecer na habitação com pulseira eletrónica, a arguida em causa, que não é identificado na informação distribuída aos jornalistas pelo tribunal, fica ainda suspensa do exercício de funções na sociedade comercial Laboratório Regional de Trás-os-Montes, que é visado na investigação, e proibido de contactar com os restantes arguidos, testemunhas já inquiridas e funcionários do laboratório.

Os outros 18 arguidos ficam todos em liberdade, sujeitos a termo de identidade e residência,

Na passada sexta-feira, o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto determinou "a imediata libertação de 17 dos 19 arguidos detidos". O vereador da Câmara de Vila Flor com os pelouros da Educação, Desporto e Cultura, Luís Policarpo, foi um dos detidos que saiu em liberdade, enquanto a diretora do laboratório em causa - Laboratório Regional de Trás-os-Montes - foi uma das arguidas que permaneceu detida, tal como a analista.

Na quarta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) deu conta, em comunicado, da detenção de 20 pessoas - mas o processo ficou depois com 19 arguidos detidos - e da realização de 60 buscas a entidades públicas e privadas.

Os detidos, com idades entre os 25 e 61 anos, são funcionários e dirigentes do laboratório, assim como dirigentes e eleitos locais das entidades gestoras ou empresas (câmaras municipais e empresas concessionárias), sendo ainda constituídos "vários outros arguidos".


c/ Lusa
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